Três perguntas a serem feitas em uma primeira data

Três perguntas a serem feitas em um clima de negócios incerto Imagine que você administra um negócio global, mas não tem idéia se um de seus maiores mercados – como China ou México – pode fechar devido a uma guerra comercial. Um dos três casais que começaram tudo, ... Claramente uma reviravolta infeliz, sua separação levou ao retorno de Vanessa à televisão como uma das estrelas de Casado à primeira vista: ... 5 perguntas perfeitas a serem feitas em uma data. 5 lições para lidar com pessoas julgamentos. Aqui está uma boa razão: quando você faz perguntas para o seu filho, você o ajuda a manter a mente aberta, diz a autora e especialista em paternidade Michele Borba. Aqui vão 37 opções de perguntas divertidas para você manter o diálogo com o seu filho sempre aberto! Perguntas a serem feitas em uma data ... Você está na data e quer evitar quaisquer silêncios constrangedores, mas você continua a pensar nas perguntas a fazer em uma data. Se você já esteve em situações onde você não pode pensar em quaisquer perguntas a fazer sobre uma data, primeiro de tudo, não entre em pânico. ... sua primeira ... Uma seleção com as melhores perguntas para fazer para seus amigos, todos os tipo de perguntas para você fazer para amigos, namoradas, pessoas estranhas, no Whatsapp e aquelas pessoas chatas ou até anonimo. escrito por Revelo. Quer saber quais são as perguntas mais comuns em uma entrevista de emprego? Então, tenha em mente que essa curiosidade já é uma forma de se preparar para encarar o recrutador.Além disso, é importante lembrar de como é importante saber se destacar durante a entrevista de emprego, mostrando sua experiência profissional e sua qualificação acadêmica. Julia Tolezano, mais conhecida por Jout Jout – essa pessoa maravilhosa – decidiu fazer uma coisa parecida. Só que melhor. Em um vídeo publicado em seu canal do Youtube, a vlogueira ofereceu cinquenta perguntas e MEIA para fazer a qualquer pessoa que você acabou de conhecer, ou seja, perguntas para fazer para o crush. Veja: Crie uma conta em poucos cliques ou inicie sessão para continuar. Fórum otaku que aborda diversos assuntos. Cadastre-se e seja bem-vindo(a) à casa da loucura. Estas foram algumas das perguntas primeira data a serem feitas para uma menina. Há conversa arranque muitos que levarão a um relacionamento bem sucedido. A chave é começar com a questão de data na primeira à direita. Estas foram algumas das perguntas primeira data em que lhe ajudarão em sua primeira data. Bom, foi apenas figura de linguagem. As pessoas acharam que três perguntas seguidas sobre Xamarin deveriam ser feitas em uma só. Aí sim, ficaria muito ampla. Houve até sugestão de juntar as três em uma, para, pasmem, torná-la menos ampla. Como lidar com as perguntas (de forma geral) Nenhuma delas são muito amplas e as respostas mostram ...

Contribuição ao Desafio da luz do fórum de Guaratuba

2019.02.28 04:18 nnnooolllaaa Contribuição ao Desafio da luz do fórum de Guaratuba

Após toda a análise descrita pelo Ivan no episódio 08, e também em seu "Desafio da luz do fórum de Guaratuba", resolvi me debruçar um pouco sobre o material e colaborar de alguma maneira para este "desafio".

Abaixo entro em algumas discussões, onde uso as informações disponíveis em:

- "Desafio da luz do fórum de Guaratuba" (http://www.projetohumanos.com.bwp-content/uploads/2019/02/Desafio-Luz-Fo%CC%81rum-Guaratuba.pdf);
- Informações dos extras (http://www.projetohumanos.com.bwiki/extras-episodio-08/) e vídeo das confissões disponíveis nos extras (https://youtu.be/Jl7Drvjfpns);
- Ferramenta do National Oceanic & Atmospheric Administration (NOAA) - NOAA Solar Calculator (https://www.esrl.noaa.gov/gmd/grad/solcalc/), onde é possível selecionar um ponto geográfico e, a partir da data, saber o horário e direção do nascer e do por do sol, bem como a posição do sol em algum horário determinado nesta data. Vou chamar essa ferramenta só de NOAA, para ficar mais fácil.

Fiz esse mapa para recapitular a posição geográfica do local onde era o Fórum:
https://pasteboard.co/I3bIsOY.png

Ou seja: a frente do fórum ficava na R. Cel Carlos Mafra e a janela que aparece na filmagem da assinatura do mandado de prisão ficava voltada para a R. Ponta Grossa.

De acordo com NOAA, para a data de gravação do vídeo (02/JUL/1992), o nascer do sol se deu às 07:02 e o por do sol às 17:35. Imagine que você está em frente ao Fórum (R. Cel Carlos Mafra), olhando para a entrada: o sol nasceu mais ou menos a sua direita e se pôs à sua frente, um pouco pra esquerda. Na figura abaixo dá pra o nascer do sol representado pela linha verde e o por do sol pela linha vermelha:
https://pasteboard.co/I3bJmDtm.png

Conforme o Ivan descreve no episódio, o lance de tentar desvendar esse mistério do horário olhando para a luz interna, vinda da janela, tem muitas variáveis e acabam confundindo mais do que esclarecendo. Com estas informações do nascer e por do sol, me apeguei às informações que temos certeza e a imagens externas, onde é possível ver sol, sombras, etc.

No vídeo, minuto 3:34 (https://pasteboard.co/I3bK4Ci.png) aparece a esquina do Fórum, feita no período da tarde, conforme relato do repórter. É possível ver que a parede do Fórum voltada para a R. Ponta Grossa (à esquerda da foto do vídeo) é protegida da luz direta do sol, devido a presença de árvores. Logo na sequência, no minuto 3:36 (https://pasteboard.co/I3bKxqi.png) aparece o momento em que uma das Abagge está saindo do Fórum, pela entrada da R. Cel Carlos Mafra, devido a possibilidade de linchamento. Vê-se claramente o sol sobre o Fórum - olhando para a entrada o sol está a sua frente. Retiro abaixo trecho dos extras sobre este momento:

"Entre três e meia da tarde e cinco da tarde, horário que também varia de acordo com quem está relatando, os agentes notaram que a população estava novamente se concentrando em torno do Fórum de Guaratuba. Por conta disso optaram retirar as Abagge definitivamente da cidade e as encaminharam até um quartel da polícia militar em Matinhos. A travessia foi feita num ferry boat, destinado apenas à elas, e foi nesse momento que foi gravado as perguntas de um dos policiais para Beatriz enquanto ela chora."

Ou seja, tanto pelo relato da defesa quanto pelo relato da acusação, nesse momento que é gravada a saída do carro a filmagem da assinatura do mandado de prisão já tinha sido feita e o sol estava na posição descrita acima. Ou seja, mesmo que o sol tenha se posto oferecendo luz direta a face do Fórum voltada para a R. Ponta Grossa, quando as Abagge deixam o local pela segunda vez o sol ainda está sobre a face da frente do Fórum.

Assim, tanto a presença de árvores quanto essa imagem da posição do sol, mostram que em nenhum momento que as Abagge estiveram no Fórum o sol bateu diretamente naquela janela. Logo, a luz que aparece na filmagem é indireta - e isso só deixa mais em aberto ainda que a filmagem pode ter sido gravada tanto no período da manhã quanto da tarde.

Continuando a análise, de acordo com o áudio do episódio 08 e as informações dos extras, dois horários aproximados são possíveis de terem ocorrido as filmagens: 9:00 e 16:00. Analisando a posição do sol as 9:00 por NOAA (linha amarela na figura https://pasteboard.co/I3bMy6x.png) vê-se que o sol está na fachada oposta à janela da filmagem, mas o sol já havia nascido fazia 2h e estava com uma inclinação de 21°. Já a posição do sol as 16:00 (linha amarela na figura https://pasteboard.co/I3bMXiq.png) estava "atrás" da face de entrada do Fórum, mais ou menos como mostrado no no minuto 3:36 do vídeo (https://pasteboard.co/I3bKxqi.png), restando 1h30 para o por do sol e estando a uma inclinação de 17,5°. Ou seja, se os mandados foram assinados as 16h, isso ocorreu imediatamente antes de elas serem saírem do Fórum para Matinhos pela 2a vez (no minuto 3:36 do vídeo https://pasteboard.co/I3bKxqi.png)

Avançando mais no vídeo aparece a gravação da Beatriz chorando no carro, no ferry (depois de sair do Fórum pela segunda vez) e, na sequência, algumas filmagens do lado de fora do carro, onde o ferry ainda está parado do lado de Guaratuba (possível perceber pela direção dos carros). No minuto 41:11 (https://pasteboard.co/I3bmJ3I.png) é possível ver o cinegrafista no ferry, olhando para Guaratuba, e sombras esticadas ligeiramentes para a esquerda - indicando baixa inclinação do sol. Avançando um pouco mais, no minuto 42:53 (https://pasteboard.co/I3bnA6a.png) é mostrado na filmagem para onde a balsa vai (direção Matinhos). Ali é possível ver o sol em baixo ângulo e ligeiramente à esquerda da filmagem.

Analisando NOAA para o local do ferry em Guaratuba, às 16h (https://pasteboard.co/I3bpxP2.png) é possível ver que o sol estava mais ou menos nessa posição descrita nos dois últimos frames - talvez até mais próximo ao por do sol (já tinha passado a direção). O ponto que quero chegar é que analisando o vídeo da saída das Abagge do Fórum pela segunda vez, as imagens do ferry e as localizações do sol, muito provavelmente elas SAÍRAM do Fórum antes das 16h. Analisando NOAA para o Fórum às 15:30 (https://pasteboard.co/I3c144k.png), dá a impressão de que o sol está bem próximo do que mostra o vídeo na saída das Abagge (https://pasteboard.co/I3bKxqi.png).

Segundo o áudio e os extras, após a primeira saída as Abagge retornam ao Fórum por volta de 14h. Analisando a posição do sol neste momento no fórum (https://pasteboard.co/I3btgIj.png) vê se que está batendo na parte oposta a entrada e está com 35° de inclinação - o que é maior do que o mostrado para as 09h ou 16h e contribuiria para ter uma luz mais difusa. Mas ao mesmo tempo, se analisarmos o sol por volta de 10:00 (https://pasteboard.co/I3buSSg.png), também temos um sol com inclinação similar (31°), o que também facilitaria a difusão da luz.

Aí que chega ao ponto, a filmagem tem pouca chance de ter sido feita às 09:00 ou às 16:00, devido ao exposto. É mais provável que tenha sido durante algum período entre 10:00 - 14:00, o que não bate com os relatos, porque nesse horário elas estariam: 1)no posto de polícia em Matinhos, ou 2) sendo torturadas.

Com todo o exposto, se eu tivesse que apostar dinheiro, sabendo que a resposta viria de alguém que tem 100% de certeza, eu diria que a filmagem ocorreu por volta das 10h da manhã, mas não nas proximidades das 16h, pelos seguinte motivos:

  1. As análises de posição do sol com relação ao Fórum, ferry e análises de vídeos externos mostram que elas saíram e estavam no ferry por volta ou antes das 16h;

2) Caso elas tenham assinado o mandado logo antes de saírem pela segunda vez, e por consequência, logo antes da filmagem da Beatriz no ferry, a Beatriz no vídeo da assinatura deveria estar com aspecto similar ao do apresentado no ferry - para mim ela parece muito mais desgastada e cansada no vídeo do ferry;

3) Ainda conforme consta nos relatos, o advogado chega ao Fórum as 14h (ou antes), mas no momento de assinatura a Beatriz pergunta se pode assinar sem a presença do advogado, o que indica que ela não tinha encontrado ele, ou ele ainda não estava lá - portanto antes das 14h.
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2019.02.22 05:31 Paralelo30 ÉPOCA - O que é o PSL, o partido do presidente

por Bruno Góes
Quando a então jornalista Joice Hasselmann (PSL-SP) recebeu o aval do clã Bolsonaro para se candidatar ao Senado pelo partido do presidenciável, mergulhou com apetite na empreitada. Depois de filiada ao PSL, anunciou o astronauta Marcos Pontes como seu possível suplente e partiu para uma ostensiva campanha nas redes. Os planos de Hasselmann esbarraram no latifúndio do então deputado Major Olímpio, presidente do partido em São Paulo à época. Ele decidira que ocuparia a vaga de candidato a senador e escanteou a estreante na política. Ela buscou respaldo em Jair, como a hoje deputada federal costuma se referir ao presidente da República. Não encontrou e acabou se contentando com a disputa por uma vaga à Câmara dos Deputados e uma dobradinha com o governador paulista João Doria. Hasselmann buscou apoio partidário e encontrou solidão.
O deputado estadual Fernando Francischini dividiu com Jair Bolsonaro, por quatro anos, o desprestígio de ter o gabinete no anexo III da Câmara dos Deputados — onde não há sequer um banheiro privado para cada parlamentar. O desabono geográfico e a repulsa pela esquerda os uniram. Francischini trabalhou arduamente na campanha do presidente e foi um dos primeiros filiados ao PSL após a entrada de Bolsonaro. Recebeu a promessa de que emplacaria seu filho, Felipe, como candidato do partido à Câmara dos Deputados e que sairia candidato a uma vaga no Senado. A primeira parte do acordo foi cumprida. A segunda, não. Francischini foi afastado do núcleo duro do presidenciável pelo ex-ministro Gustavo Bebianno, então presidente do partido, e começou 2019 contentando-se com uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. Fernando Francischini abraçou o projeto eleitoral da sigla e recebeu, em troca, ingratidão.
Enquanto a redemocratização permitiu o surgimento de partidos que representaram interesses de classes e corporações, o PSL que deu lastro à candidatura de Jair Bolsonaro nasceu de uma empreitada individual do empresário pernambucano Luciano Bivar nos anos 90, permanecendo irrelevante no Congresso Nacional por cerca de 20 anos, até decidir dar guarida ao ímpeto eleitoral do hoje presidente. Sua média de deputados por legislatura não passou de cinco até 2018, e sua fatia do Fundo Partidário somou pouco mais de R$ 9 milhões no ano passado. Hoje, com 54 deputados, tem a maior bancada da Câmara dos Deputados, ao lado do PT, e um caixa de R$ 110 milhões a serem irrigados à sigla somente neste ano.
No dia 22 novembro de 2017, Bivar recebeu representantes do Livres, um movimento de cunho liberal criado na esteira dos protestos de 2013, no hotel Golden Tulip em Brasília. O motivo da conversa era a incorporação do grupo ao partido e as possíveis candidaturas que resultariam dessa união. O vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (PHS), do Livres, foi direto ao ponto: havia rumores de que o PSL abrigaria Jair Bolsonaro. “Em determinado momento, perguntei se o Bolsonaro poderia ficar com o partido. O Bivar respondeu: ‘Bolsonaro? Bolsonaro é uma piada. A gente jamais o colocaria no partido’”, contou Azevedo. Foram quase três horas de reunião e muitas conjecturas sobre o futuro. Dois meses depois, Bivar fecharia um acordo com o advogado Gustavo Bebianno, hoje ex-ministro em desgraça nas hostes bolsonaristas. Na esteira da popularidade do presidenciável, anteviu a enxurrada de candidaturas vitoriosas que o partido teria e concedeu a Bebianno a presidência interina da sigla, permitindo que o aliado de Bolsonaro controlasse todos os diretórios do PSL, exceto o do Distrito Federal e de Pernambuco — este último sendo comandado por Bivar. Em contrapartida, Bivar conseguiu direcionar 20% do Fundo Eleitoral à campanha para seu estado. O Patriota, outro partido assediado pelo entorno de Bolsonaro, não havia enxergado vantagem em tamanha concessão e terminou escanteado.
Se o negócio, à época, foi vantajoso para Bivar e Bebianno, as pontas mal atadas começam a surgir — e causaram a primeira grande crise institucional da gestão Bolsonaro. Hoje, a campanha em Pernambuco é investigada pelo suposto uso de candidata laranja financiada por dinheiro público para beneficiar a campanha de Bivar. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, um grupo ligado ao deputado teria promovido a candidatura de Lourdes Paixão, que ganhou R$ 380 mil do Fundo Eleitoral e obteve apenas 274 votos. Ela declarou ter investido o valor na contratação de uma gráfica cujo endereço era o de uma oficina mecânica — prática corriqueira da velha política que o PSL, sob Bolsonaro, prometeu combater. O episódio culminou na ruidosa queda de Bebianno, que teria chancelado o pagamento — o que o ex-ministro nega.
A reação do PSL à derrocada do ex-homem forte de Bolsonaro foi o primeiro exemplo prático da desarticulação que norteou a chegada do presidente ao partido. O grupo de bolsonaristas mais alinhados ao Palácio do Planalto, e que coincidentemente são entusiastas do filósofo Olavo de Carvalho, como é o caso do príncipe-deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, aplaudiu a demissão de Bebianno e guardou para si qualquer crítica à forma como o desenlace ocorreu, sob a batuta do filho Carlos Bolsonaro. Os aliados de Bebianno, grupo em que se enquadram nomes como Joice Hasselmann e o também deputado Julian Lemos (PSL-PB), têm dito a interlocutores que discordam da forma como a fritura do ex-ministro foi conduzida. Lemos, nome forte da campanha bolsonarista no Nordeste, afirmou a aliados que se surpreendeu com a atitude do presidente e que desconfia ter se enganado sobre sua índole ao ver a forma como agiu com Bebianno. Nesse núcleo, a animosidade em relação aos filhos de Bolsonaro é patente — sobretudo em relação a Carlos, a quem alguns parlamentares se referem, nos bastidores, como Tonho da Lua, em referência ao personagem da novela Mulheres de areia que aparenta ter problemas psiquiátricos. O apelido maldoso é justificado, na avaliação de alguns nomes do PSL, pela incapacidade de Carlos em manter um diálogo linear e por seus rompantes de raiva. Também nesse núcleo já começa a circular uma análise um tanto pessimista a menos de dois meses do início do governo: diante da desajeitada atuação de Bolsonaro no caso Bebianno, discute-se a hipótese de a instabilidade palaciana inviabilizar o futuro do atual governo.
O restante da fauna do PSL é heterogênea e não tem liderança clara ou norte político, exceto o apoio a Jair Bolsonaro. São youtubers, policiais, militares, influenciadores digitais, ex-ator pornô e representantes de setores que embarcaram desde o início na candidatura do ex-capitão, como é o caso do agronegócio. Como todo partido nanico, o PSL não tem origem orgânica, lastreada em ideias ou projetos para o país. Mas, por influência de Bolsonaro, predominam em sua composição valores e costumes alinhados aos do capitão. Há até espaço para uma “comunista”, como vem sendo chamada a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), uma das autoras do processo de impeachment de Dilma Rousseff, por não poupar críticas aos últimos eventos protagonizados pelo governo Bolsonaro e seu entorno familiar, a exemplo do caso Queiroz e da própria demissão de Bebianno. “É inadequado que o presidente deixe essa situação se estender por tanto tempo. Decidiu demitir, demite, para gerar um pouco mais de estabilidade para o país”, disse Paschoal. Cotada como vice no período eleitoral, ela negou a empreitada por motivos pessoais e abraçou a candidatura estadual. Mas o fato é que, entre os campeões de voto do partido — amealhou 2 milhões —, só Paschoal foi lançada à presidência de uma Casa legislativa. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, eleito com 1,8 milhão de votos, atuou apenas nos bastidores na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, apoiando Rodrigo Maia, e o Major Olímpio, que chegou ao Senado com mais de 9 milhões de votos, desistiu de sua candidatura sob o argumento de que o governo Jair Bolsonaro precisava garantir apoio da casa para governar.
Nos primeiros dias de fevereiro, logo após a posse dos deputados e senadores, não era raro encontrar, no fundo do plenário da Câmara, parlamentares do partido que não se conheciam e acabavam de ser apresentados uns aos outros. Conforme as sessões tiveram início, a bancada passou a se aglutinar nas primeiras fileiras da direita, onde poucos meses antes estavam lotados o MDB e partidos aliados de Michel Temer. Como a exposição nas redes sociais tornou-se prerrogativa no PSL de Bolsonaro, muitos de seus expoentes chegaram à conclusão de que, se ficassem mais à frente, em pé, próximos da tribuna, seriam mais facilmente captados pelas câmeras de TV. Portanto, não raro é possível vê-los eretos abaixo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com o olhar perdido, em busca de um flash. Outros comportamentos de pesselistas são menos sutis para atrair holofotes, como no caso do ex-ator pornô Alexandre Frota, eleito deputado federal por São Paulo e que, no ápice da crise com Bebianno, esmagou uma laranja ao final de um discurso na tribuna. “Laranja podre, no PSL, será esmagada”, disse.
As nuances internas do PSL extrapolam o perfil diverso dos integrantes da sigla e esbarram em questões concretas. Tramitam, hoje, no Supremo Tribunal Federal (STF), ações movidas pelo PSL em seus primórdios e que contrariam parte do que é defendido pelo presidente e seus aliados. Uma delas questiona uma lei federal de 1989 que prevê a prisão temporária, um dos trunfos da Operação Lava Jato. O partido alega “desatendimento da garantia do devido processo legal”. Em uma ação de 2016 que ainda não tem data para ser julgada, a sigla contesta trecho da lei sobre organização criminosa — que, por sua vez, serviu para enquadrar muitos investigados da Lava Jato. O partido critica a suposta “criminalização” da atividade política e argumenta que a lei quebra a presunção de inocência e o princípio da dignidade humana. “É preciso impor limites aos exageros perpetrados, institucionalizando a proibição de o membro do Ministério Público externar opinião sobre os procedimentos submetidos a sua apreciação que possa causar danos à intimidade, à vida privada, à honra, à imagem e à dignidade das pessoas”, afirma processo, em clara contradição ao entendimento do ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre a questão.
Incongruências à parte, nada foi tão emblemático da falta de entrosamento do PSL e de sua fraca liderança na Câmara dos Deputados como a derrota na alteração da Lei de Acesso à Informação, sancionada pelo vice, Hamilton Mourão, enquanto Bolsonaro viajava para Davos, no Fórum Econômico Mundial, em janeiro. O maior partido da casa não conseguiu mobilizar uma base para manter a mudança na lei e foi derrotado pelos próprios aliados, como o DEM, que votou maciçamente contra o governo. Observadores do Salão Verde veem nessa derrota a digital da velha política: diante da fraqueza do partido presidencial, Maia quer demonstrar força para barganhar poder junto ao núcleo palaciano. Em seu primeiro intento, teve sucesso. Nas semanas que precederam a votação, pelo menos três deputados relatam o uso de métodos mais rasteiros pelo presidente da Câmara para mostrar poder: ele teria ligado para os líderes partidários sugerindo o esvaziamento da primeira reunião de lideranças convocada pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Escolhido por Bolsonaro por sua lealdade durante a campanha, Vitor Hugo ocupa posição solitária — não é encarado por colegas de partido e de casa como elo político com o governo. “Se alguém quiser mandar recado para o governo, fala com quem?”, ironizou o deputado Fernando Bezerra Filho (DEM-PE), cujo pai, Fernando Bezerra, terminou a semana como líder do governo Bolsonaro no Senado. A Casa, agora presidida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), sob a tutela de Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, é vista como problema menos grave para o governo do que a Câmara. Exonerado num episódio burlesco com Bolsonaro, Bebianno pode complicar o atual governo. Foto: Ricardo Moraes / Reuters Exonerado num episódio burlesco com Bolsonaro, Bebianno pode complicar o atual governo. Foto: Ricardo Moraes / Reuters
O tempo que não foi gasto pelos deputados bolsonaristas para articular uma base de apoio foi dispensado a picuinhas internas de forte impacto nas redes sociais e nenhuma serventia prática. A primeira grande crise do maior partido do Brasil ocorreu em janeiro, quando 12 parlamentares foram à China a convite de autoridades locais para, entre outras coisas, conhecer o sistema de reconhecimento facial da gigante de tecnologia Huawei. Olavo de Carvalho qualificou os deputados que lá estavam de “semianalfabetos”, alegando que eles poderiam “entregar” informações dos brasileiros a Pequim. Até hoje o núcleo mais ideológico da bancada do PSL isola a chamada “bancada da China”. A Eduardo Bolsonaro é atribuída a autoria da postagem de Olavo de Carvalho.
Alguns deputados do PSL veem o comportamento exaltado de membros do partido como atitude contraproducente no momento em que os esforços deveriam se voltar para a aprovação da reforma da Previdência. Outros acham que o segredo do sucesso está justamente na postura agressiva. Carla Zambelli (PSL-SP) ganhou notoriedade ao liderar o estridente movimento Nas Ruas e concorda que é preciso rebater cada questionamento, alto e bom som, pois “é isso o que os eleitores querem”. O Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido na Câmara, vai além e diz que as brigas “na frente de todo mundo” são “um novo modelo a que muita gente não está acostumada”. Ou então, em suas próprias palavras: “Nossos debates não são atrás das portas”. Já Felipe Francischini (PSL-PR), que ocupa o lugar do pai, Fernando Francischini, pensa diferente. Desde que foi eleito, trabalha nos bastidores para estabelecer algum diálogo com os partidos e com Rodrigo Maia.
Como a esmagadora maioria dos deputados do PSL inicia o primeiro mandato, em alguns momentos a inexperiência ganha tons de comédia, como ocorreu na primeira votação da atual legislatura, no início de fevereiro. O plenário votaria uma lei sobre o bloqueio de bens de organizações ligadas ao terrorismo. Havia aval de Sergio Moro. Mesmo assim, o caos perseverou. O Major Vitor Hugo foi pressionado pela bancada da própria sigla e teve de negociar uma alteração do texto no momento em que o tema já era discutido em plenário. Parte da bancada achava que parte do texto feria a soberania do Brasil e seria uma forma de “entreguismo à ONU”. A alteração foi feita contra a orientação do Executivo, e a proposta foi aprovada. Depois do episódio, o governo passou a despachar técnicos para explicar, na Câmara, as pautas que seriam votadas. Como a palavra “China” não sai do anedotário do partido, na primeira ocasião em que os parlamentares receberam os técnicos, Carla Zambelli fez uma pergunta singela e fora do contexto da reunião. Quando esteve na comitiva, um empresário chinês havia dito que ele possuía um porto no Brasil. Ela, então, perguntou se isso não feria a soberania do país. O técnico teve de explicar que tratava-se de uma concessão privada.
Outro expoente da ala estridente é o policial do Rio de Janeiro Daniel Silveira, que participou do episódio em que uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco foi quebrada. Ele tem alardeado um projeto de lei que, se aprovado, autorizaria a cessão compulsória de órgãos de criminosos mortos em confronto, sem autorização das famílias. “Bandido morto, órgãos cedidos” é a forma sutil de anunciar a proposta em seu Twitter. No dia 7 de fevereiro, Silveira desabafou no grupo de WhatsApp da bancada. Depois de o líder do governo, Vitor Hugo, ser atacado pelo colega Julian Lemos com a ordem “lidere ou saia do posto”, ele resolveu desferir uma saraivada de críticas: “Percebi que uma boa parcela está preocupada em apertar as mãos em acordos que visam seus umbigos egocêntricos (...). Percebi que o presidente está mais sozinho que parece”. As brigas são tantas que Luciano Bivar disse, em uma ocasião, que os insatisfeitos e interessados em sair do partido poderiam valer-se de uma carta por “justa causa”, sem perder o mandato por infidelidade partidária. Ele chegou até mesmo a mandar um modelo de carta no grupo de WhatsApp da bancada.
A pulverização do partido entre ideias heterodoxas e inexperiência política fez emergir rompantes de sensatez de onde menos se esperava. A deputada Joice Hasselmann, que apareceu com algemas na tribuna da Câmara para insinuar intolerância com a corrupção, foi uma das vozes equilibradas em meio às discussões sobre a saída de Bebianno. Enquanto o ex-ministro desferia ataques velados ao Palácio do Planalto, hospedado no hotel Golden Tulip, dias antes de ser exonerado, era Hasselmann, que começou sua empreitada política disputando espaço com Major Olímpio, quem tentava contemporizar. Em uma das investidas para conter a fúria de Bebianno, ficou até a madrugada conversando com ele e a mulher no hotel. O resultado foi um avanço político para os parâmetros ainda rudimentares do PSL: Bebianno caiu atirando somente para não terminar sua breve estada no governo com a pecha de mentiroso, mas desistiu de ir além e mostrar outros áudios que possui. E que talvez não sejam do agrado do governo. Trata-se de sangue-frio digno da velha escola Renan Calheiros.
Com reportagem de Renata Mariz e Cleide Carvalho
https://epoca.globo.com/o-que-o-psl-partido-do-presidente-23469274
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Uma luz suave favorece os tons de pele, seja o sol passando por uma cortina ou a iluminação difusa de uma lâmpada. Enquadre sua imagem: coloque a câmera o mais próxima possível de você, tendo em mente que muitos de seus espectadores provavelmente assistirão ao vídeo em telas pequenas. Pense na altura do tripé e na sua posição no quadro. A data foi escolhida em homenagem ao Professor Julio César de Melo e Souza, mais conhecido pelo seu pseudônimo: Malba Tahan. ... Uma das perguntas feitas a Luiz na gincana está escrita no ... Truques geniais, dicas e lifehacks, que deixam a vida mais fácil. Faça você mesmo - jardim - reaproveitamento - artesanato - tutoriais. O Sagaz é administrad... No vídeo de hoje eu trouxe uma lista com 10 perguntas que eu considero como muito importantes de serem feitas ao fornecedor do buffet do casamento. Espero que ela ajude!!! Se tiver alguma outra ... A data, comemorada pela primeira vez no Brasil, foi instituída pela ONU em 2010. A vereadora Marielle Franco e ao motorista dela, Anderson Gomes, assassinados no Rio de Janeiro, também foram ... Alan Junior de Queiroz e Diógenes Ramos Moreira têm muitas perguntas para serem feitas e muitos assuntos para discutirem. ... CAUSE UMA PRIMEIRA IMPRESSÃO ... LIVRO Como Convencer Alguém Em 90 ... Elaborar as perguntas para as testemunhas não é tarefa fácil, porém é completamente possível, antes e durante a audiência, basta conhecer o direito, os fatos... Cada entrevista é única, mas existem algumas perguntas-chave que são comumente utilizadas por selecionadores. Aqui você descobrirá como dar a melhor resposta para cada uma delas. Se inscreva ... A audiência de instrução e julgamento pode revelar várias surpresas, mas não para o advogado que se prepara e define previamente sua estratégia de atuação. A simples oitiva de uma ...